Programa de Justiça e Paz sobre a população em situação de rua no DF

A rua não é moradia de ninguém, mas são necessárias

políticas para o cuidar com dignidade

         Neste sábado, dia 26, o Programa de Justiça e Paz, da CJP-DF abordará o difícil tema da População em Situação de Rua, no Distrito Federal. Em diálogo com Frei Rogério Soares, cujo trabalho pastoral se dedica a assistir esses irmãos sofridos e pouco assistidos e com a advogada Marili Quadros, membro da Comissão de Direito Administrativo e da Comissão de Direitos Humanos, da OAB-DF, o enfoque do Programa será “A rua não é moradia de ninguém!”.

       No plano das políticas públicas, a resposta que o Distrito Federal vem dando ao problema da população em situação de rua, por meio de ações de remoção com características de políticas de caráter higienista, sem o resguardo de cuidados sociais, de proteção à saúde, ou que obedeçam um plano de alternativas orientadas por políticas sociais. Tudo isso traz muita preocupação e requer esclarecimento.

      Preocupa tanto mais quanto se vê em outras partes,  posturas de indiferença e até claramente hostis em sua agressividade, tal qual se dá em São Paulo hoje, em relação ao trabalho samaritano que o Padre Júlio Lancelotti, coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de São Paulo, sempre guiado, diz a CBJP,

“pelos inesquecíveis, dom Paulo Evaristo Cardeal Arns e dom Luciano Mendes de Almeida no início de sua jornada pastoral, tem prestado ao longo das últimas quatro décadas inestimáveis serviços aos menos afortunados, aos doentes e aos injustiçados em São Paulo, por seu testemunho de vida no Evangelho foi reconhecido com inúmeros prêmios nacionais de direitos humanos”.

       O chamamento do Programa se faz no espírito da CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2020, Fraternidade e Vida: dom e compromisso, que mobiliza para a atenção pastoral mas também para a definição de políticas públicas tão necessárias nas condições de exclusão em face de uma economia de indiferença e descarte dos vulnerabilizados que ela própria constitui, numa situação ainda mais  agravada em tempos de pandemia. Por isso o lema da Campanha que a todos deve mobilizar, no plano comunitário -“Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34); e no plano político, com  acolhimento e provimento assistencial e financeiro.

Por Comissão Justiça e Paz de Brasília

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