Entrevista especial com José Geraldo sobre os 130 anos da Carta Encíclica Rerum Novarum

Rerum Novarum abriu caminho para a evolução de toda a legislação social e trabalhista. Entrevista especial com José Geraldo de Sousa Junior

A Carta Encíclica de Leão XIII indicou os “remédios” para as “profundas transformações do mundo moderno”, diz o jurista.

 

Por: Patricia Fachin | 15 Mai 2021

 

Hoje, 15 de maio, a Carta Encíclica Rerum Novarum (das coisas novas), que tratou sobre “o regime econômico moderno e as condições de vida e de trabalho dos operários”, completa 130 anos. As reflexões do Papa Leão XIII sobre a propriedade privada, o direito aos bens comuns, o salário justo e as relações entre trabalhadores e empregadores, foram fundamentais para “a criação da Organização Internacional do Trabalho – OIT, em 1919, e, sobretudo, estabelece os enunciados do que se designou como Doutrina Social ou, como alguns preferem (Jean-Marie Faux), Ensino Social da Igreja”, lembra José Geraldo de Sousa Junior, na entrevista a seguir, concedida por e-mail para o Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

À época, pontua, a Encíclica indicou “‘remédios’ alternativos para debelar as tensões e as reduções do humano alienado em sua dignidade numa sociedade convulsionada pelos conflitos decorrentes das direções ideológicas do modo de produção capitalista em antagonismo com as interpelações do modo de produção socialista”.

José Geraldo de Sousa Jr. (Foto: Agência Brasil)

Hoje, mais de um século depois da publicação do texto papal, com o advento das novas tecnologias e das constantes transformações no mundo do trabalho, “a Rerum novarum já não pode ser analisada em si, senão à luz dos carismas que a precedem e que a sucedem, num liame de historicidade que testifica o caminho social de humanização do espírito e do povo de Deus. Trata-se do ‘realmar’ de que fala o Papa Francisco, talvez aludindo a Sublimis Deus do Papa Paulo III, ao definir que os índios ‘têm alma, são nossos irmãos, gente como nós’”, pondera.

A seguir, ele comenta alguns aspectos da Rerum Novarum em comparação com a Fratelli Tutti, publicada recentemente pelo Papa Francisco. “O primeiro passo que Francisco dá é o de compilar uma fenomenologia das tendências do mundo atual que são desfavoráveis ao desenvolvimento da fraternidade universal. O ponto de partida das análises de Bergoglio é frequentemente – senão sempre – aquele que ele aprendeu com os Exercícios Espirituais de Santo Inácio de Loyola, que convidava a rezar imaginando como Deus vê o mundo”, afirma.

Leia a entrevista na íntegra: http://www.ihu.unisinos.br/609287-rerum-novarum-abriu-caminho-para-a-evolucao-de-toda-a-legislacao-social-e-trabalhista-entrevista-especial-com-jose-geraldo-de-sousa-junior 

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