Conversa de Justiça e Paz sobre o Ano do Laicato – 04/12/2017

A Comissão Justiça e Paz de Brasília (CJP-DF) realizou, neste 04 de dezembro, no Auditório Dom José Freire Falcão, mais uma edição do Programa “Conversas de Justiça e Paz”, a última do ciclo de 2017. O tema deste encontro foi “IGREJA EM SAÍDA e Protagonismo dos Cristãos Leigos e Leigas”. A mesa, moderada por Daniel Seidel, da CJP, foi composta pelo Arcebispo de Brasília – Cardeal Dom Sergio da Rocha, pelo Cardeal Emérito de Aparecida, São Paulo, Dom Raimundo Damasceno, pela expositora Deputada Federal Luiza Erundina do PSOL de São Paulo e pelo Presidente da CJP, José Márcio de Moura.

O tema escolhido está em consonância com o conjunto de atividades da Igreja, para celebrar a abertura do Ano Nacional do Laicato, instituído pela CNBB, para o período de 26-11-17 a 25-11-18. O Ano Nacional do Laicato objetiva valorizar a presença e organização dos Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na sociedade, aprofundando sua identidade e missão, espiritualidade e vocação, estimulando o testemunho de Jesus Cristo e seu reino na sociedade.

A Deputada Luiza Erundina fez uma explanação de sua história de vida em perfeita sintonia com a mensagem do Papa Francisco, dirigida aos participantes da Jornada de estudos sobre a “Vocação e missão dos leigos”, em 12-11-2015, quando afirmou que “os leigos devem desempenhar a tarefa essencial de inscrever a lei divina na vida da cidade terrena.” No final da partilha do emocionante testemunho da Deputada Erundina ouviu-se um estrondoso volume de palmas, jamais registrado nas quarenta edições do Programa “Conversas de Justiça e Paz”, promovido pela CJP.

A Deputada, uma cristã engajada, disse que se sente em casa quando conversa com a Igreja Católica, pois sua consciência foi desenvolvida a partir de sua fé em Jesus Cristo, no Seu Evangelho e na sua experiência de vida. Dois fatores foram determinantes em sua trajetória, que lhe fizeram assumir suas opções na vida. O primeiro foi sua origem de classe – nordestina, do sertão da Paraíba, filha de um pequeno agricultor, com dez filhos, convivendo com a seca e obrigado a abandonar tudo que tinha, por duas vezes. A primeira, em 1932 e a segunda em 1942. Em cada seca, era obrigado a deixar um pedaço da família em algum lugar, onde houvesse emprego. A “seca” é, portanto, desagregadora das famílias, como descreveu Graciliano Ramos, em “Vidas Secas”.

Sua primeira tomada de consciência foi quando percebeu que algumas poucas famílias daquele lugarejo, onde morava, não precisavam migrar como as aves de arribação, fugindo da seca. E, se interpelava, “por que algumas tinham que migrar? E outras poucas, que nem eram ricas, nem poderosas, não precisavam migrar?” Isso lhe intrigou desde cedo e foi forjando sua consciência, a partir da contradição dessa desigualdade social. Sua compreensão da realidade apontava para a necessidade de mudanças e o meio que escolheu foi estudar, para ter uma vida diferente, para superar a desigualdade e a injustiça. Fez os cinco primeiros anos primários na sua terra natal e intuiu que precisava continuar a estudar. Uma tia, que morava numa cidade com mais recursos, onde havia o curso ginasial, lhe acolheu generosamente. Queria estudar medicina, mas precisava trabalhar para ajudar suas irmãs a chegarem ao menos onde ela havia chegado. Por essa razão, teve que interromper os estudos por nove anos para conseguir um emprego.

Nesse período, pós 64, as ligas camponesas já haviam sido destroçadas pela ditadura militar. Essa história, o massacre de Sapé, ainda, não foi escrita. Esse massacre foi tão violento, que o nome “camponês” tornou-se sinônimo de perigo. Os trabalhadores não se reconheciam mais como camponeses e passaram a se dizer “trabalhadores da agricultura”.

Nessa época, a Igreja Católica, na Paraíba, sob uma das suas lideranças, o Bispo Dom José Maria Pires, o Dom Pelé, se aproximou para ajudar o povo a superar o medo, através da Pastoral Social da Terra. Nessa ocasião, teve a oportunidade de se iniciar como leiga e militante para viver sua fé. Foi perseguida juntamente com os demais agentes de pastoral, inclusive o bispo.

Sua busca pela justiça social fez a sua vida se diferenciar do padrão da época e do lugar que viveu. Suas irmãs, primas e amigas se casavam cedo. Optou por não casar, não ter filhos, pois queria se dedicar completamente a sua difícil missão. Fez essa opção, inspirada por sua formação cristã, porque se apaixonou pela figura de Cristo, entendeu que esse é o único caminho.  Sua fé lhe fez assumir a luta contra todas as discriminações e tem, até hoje, o Evangelho como inspiração para essa missão libertária.

Foi orientada a se afastar da cidade e se inscreveu, em 1968, na CAPES para receber uma bolsa para o mestrado na escola de sociologia e política de São Paulo. Quando retornou com o mestrado, em 1970, ingressou no INPS e, como assistente social, participava de reuniões com trabalhadores. Numa reunião com empregadas domésticas, soube que estava sendo vigiada por policiais e de uma irmã de caridade, que tinha um irmão, General em Recife, recebeu a recomendação para se afastar da região.

Foi para São Paulo e ingressou na Prefeitura como assistente social, indo trabalhar nas favelas e cortiços, onde reencontrou os camponeses do sertão nordestino. Foi dessa forma que se desenvolveu sua história, a partir da sua consciência de classe e da sua fé cristã. Foi na Ação Católica – JEC – Juventude Estudantil Católica, no Centro das Irmãs da Caridade, que entendeu o verdadeiro sentido cristão da fé, qual seja, romper com a injustiça e a desigualdade.

Sua busca pela justiça social fez a sua vida se diferenciar do padrão da época e do lugar que viveu. Suas irmãs, primas e amigas se casavam cedo. Optou por não casar, não ter filhos, pois queria se dedicar completamente a sua difícil missão. Fez essa opção, inspirada por sua formação cristã, porque se apaixonou pela figura de Cristo, entendeu que esse é o único caminho.  Sua fé lhe fez assumir a luta contra todas as discriminações e tem, até hoje, o Evangelho como inspiração para essa missão libertária.

Para a Deputada Erundina o Papa Francisco reacendeu a novidade do Evangelho, tornando-o atual. Para ela, formada à luz do Evangelho, a história se constrói como inspiração divina, através da presença da Igreja no mundo.

O Evangelho deve iluminar o mundo da política, cheio de contradições a serem superadas através da unidade e da convivência fraterna entre os que se opõem ideologicamente. Lembrou que, num dado momento assumiu um protagonismo, associando a política com sua atividade profissional, como assistente social, se colocando em contato direto com os excluídos. Sua categoria era muito importante para garantir os direitos sociais dos usuários do serviço público, como trabalho educador, de formação de consciência sobre os direitos. Mas, a tarefa principal é organizar e mobilizar o povo.

Foi assim que se aproximou dos trabalhadores e o compromisso da associação profissional com o povo foi reconhecido amplamente. No inicio dos anos 80, foi convidada pelo PT e tornou-se sua fundadora. Foi eleita prefeita da cidade de São Paulo pelas mãos das Comunidades Eclesiais de Bases – CEBs, da Arquidiocese de São Paulo, com apoio de Dom Paulo Evaristo Arns, de Dom Sândalo Bernardino, entre outros. Sua vitória foi uma ação coletiva.

Disse que sua missão se inspirou em sua fé no Evangelho, que deu sentido a sua vida. Jesus é quem lhe anima nessa vida difícil, complicada e transformadora. A política, para ela, deve ser vivida em seu sentido pleno, para servir à coletividade. Através da política se ajuda o povo, se mobiliza para que se organize e lute em defesa dos seus direitos.

Luiza Erundina considera que vivemos um dos momentos mais difíceis da história política dos últimos 50 anos. Mas, é do povo que vem a esperança, do verbo esperançar, não paralisar, como ensinou Paulo Freire. Disse que não irá ver os frutos da causa pela qual doou sua vida. Mas, isso não tem importância, pois vive para além do seu tempo. Esse é o sentido dos sonhos e utopias. Algo maior que nossa existência, que se alimenta de fé e esperança.

A Deputada Erundina finalizou agradecendo a Igreja pelo Ano do Laicato, pois acredita que a Igreja sem o fermento, sem o sal e sem a luz não é a Igreja povo de Deus. São esses elementos que não deixam apodrecer, são os leigos e leigas inseridas no meio do povo.

Após a apresentação da Deputada Erundina, Dom Sergio se disse muito agradecido a Deus pelo testemunho que acabara de ouvir. Disse que, também, chegava muito animado de Bogotá, onde participou de reunião entre os católicos com responsabilidades políticas, da América Latina, entre eles havia representantes dos poderes executivo, legislativo e judiciário. O Cardeal avaliou o encontro como um importante despertar de um diálogo para valorizar a presença dos cristãos e cristãs no âmbito da política.

Em sua fala, disse Dom Sergio não haver gente com maior valor ou menor importância. Isso deve levar todos a reconhecer os cristãos leigos e leigas como sujeitos na Igreja e na sociedade. Assim, entre os membros da Igreja, antes de qualquer diferença, está a igual dignidade. Portanto, não há em Cristo e na Igreja nenhuma desigualdade e deve ser reconhecido na prática os espaços para que os fiéis possam exercer seu papel de cristãos.

Ressaltou que o Papa Francisco considera da maior importância o testemunho na vida pública dos cristãos. E destacou três subsídios onde a Igreja reforça essa importância, quando propôs o lançamento do Ano Nacional do Laicato:

a) Concílio Vaticano II (1962-1965);

b) Mensagem do Papa Francisco ao Cardeal Marc Ouellet – Presidente da Pontifícia Comissão para a América Latina-CAL (19-03-2016);  Veja mensagem na íntegra

c) Mensagem que o Papa Francisco enviou para o Encontro de Bogotá (01 a 03-12-2017).

A respeito do Vaticano II, no documento Lumen Gentium (LG), o capítulo IV, foi totalmente dedicado aos leigos e expressa (ponto 32) a dignidade dos Leigos, enquanto membros do Povo de Deus (21-11-1964). Nele se afirma que a Igreja está estruturada e constituída na diversidade de vocações, ministérios, serviços e dons, com a igual dignidade dos membros do povo de Deus para sua ação.

Concluiu, Dom Sergio, não haver gente com maior valor ou menor importância. Isso deve levar todos a reconhecer os cristãos leigos e leigas como sujeitos na Igreja e na sociedade. Assim, entre os membros da Igreja, antes de qualquer diferença, está a igual dignidade. Portanto, não há em Cristo e na Igreja nenhuma desigualdade e deve ser reconhecido na prática os espaços para que os fiéis possam exercer seu papel de cristãos.

Esse entendimento tem uma série de implicações na própria LG e na Igreja como um todo. Isso, também, se repete na Gaudium Et Spes (GS), pois seu primeiro capítulo começa com o reconhecimento da dignidade do ser humano como base para vivência em sociedade. Em outras palavras, nenhuma pessoa é descartável.

A segunda idéia, tirada da Mensagem ao Cardeal para América Latina, considera que muitas vezes caímos na tentação de optar pelos leigos comprometidos na paróquia. Deseja-se, principalmente, como fruto do Ano do Laicato, uma presença maior dos leigos e leigas na vida pública, na política, no mundo do trabalho, na educação, na comunicação e na economia. Na mensagem ao Cardeal, Papa Francisco enfatizou: “Os leigos são parte do Santo Povo fiel de Deus e, portanto, os protagonistas da Igreja e do mundo; somos chamados a servi-los, não a servir-nos deles”.

Há um reconhecimento de que houve um avanço da participação do laicato na vida da Igreja, como fruto do Vaticano II e dessa caminhada da Igreja. No entanto, falta maior presença do laicato na vida política, decorrente de uma mentalidade dualista, por considerar a política como atividade suja. É necessário suplantar essa mentalidade através das exigências do testemunho cristão, para superar essa percepção. O Ano do Laicato pretende valorizar a presença do laicato na Igreja, mas principalmente na sociedade.

No encontro que houve em Bogotá, a mensagem que o Papa enviou teve como idéia central os católicos não ficarem indiferentes à vida social. Consequentemente, não se pode excluir a participação política na vida dos cristãos leigos e leigas. Nesse sentido, ele resgata a política como a mais alta forma de caridade, a partir da Octogesima Adveniens, de Paulo VI, que insiste na presença do leigo na política, como servidor, como um serviço inestimável aos humanos e que vivam com paixão esse serviço aos povos, levando a solidariedade e a esperança.

As três idéias centrais e mais trabalhadas em conjunto, referem-se à: testemunho, serviço e diálogo. Assim, é necessário conhecer e valorizar a formação dos Cristãos Leigos e Leigas, no âmbito da fé e da política (DSI). Quanto a Encíclica Laudato Si, com a questão Sócio-ambiental, reconhece-se que é necessária uma formação própria e específica.

Destacou, finalmente, que os políticos têm necessidade de ter a Igreja mais perto deles, para serem valorizados em seu testemunho e dedicação. Assim, é preciso pensar criticamente e a postura profética da Igreja não pode ser apenas de denúncia. É necessário reconhecê-los pelo seu serviço, por sua entrega e sacrifício, como verdadeiros mártires, lembrando Thomas Morus, há 400 anos na Inglaterra.

Após a exposição do Dom Sergio, muitos se manifestaram através do FaceBook, em razão da transmissão ao vivo, e as intervenções da platéia foram dirigidas à mesa enfocando aspectos apresentados pelos expositores.

O Padre Moacyr Gondim destacou que a sociedade está anestesiada e perdeu o sentido de partilha. Por outro lado, os salários dos políticos são muito altos, tornando-se necessária uma profunda reforma política.

A Ana Maria, Conselheira Tutelar no Gama, se disse muito feliz em ouvir a Erundina na sua luta de militante política e na sua fé Cristã. Alertou para o debate que reduz a maioridade penal e o aumento da pena. O que queremos fazer com os adolescentes?

O Cleber considerou ser muito inspirador o testemunho da parlamentar para ele como professor e membro do sindicato, que luta contra a criminalização dos profissionais do magistério público e contra aqueles que tentam impedir o diálogo. Lembrou de outro debate sobre a base curricular comum, com dois modelos de educação, um para os ricos e outro para os pobres. Todas essas propostas atacam a dignidade comum.

O Gilson da Paróquia Nossa Senhora da Assunção, disse que a maior riqueza que a Igreja tem é o protagonismo na vida e na fé. Lembrou o livro que destaca a vida de Dom Oscar Romero como referência na vida cristã. Disse que os leigos têm de dar uma resposta, de forma organizada para sair das amarras da vida. Propôs que a Igreja dê a partida para sairmos desse momento de neutralidade, em que pessoas estão anestesiadas.

A Ir. Raquel – religiosa da Assunção, lembrando sua participação da JEC, destacou para Dom Sergio a importância do movimento laical que culminou com as reflexões do Vaticano II e a renovação litúrgica. Destacou as figuras de Francisco Whitaker, da JUC de São Paulo, Fernão Bracher e Soninha, e tantos outros que já morreram. Manifestou, também, sua indignação com o atual Executivo que influencia criminosamente esse Legislativo.

A Socorro pediu muitas orações para os políticos, como a Erundina, superarem essas turbulências e se manterem fiéis. Agradeceu a CNBB por tudo o que fez. Mas, lembrou que a Igreja precisa melhorar a formação política dos padres, porque as homilias estão nas nuvens, descoladas do mundo real.

O Pedro, do Vicariato Social, disse que quando Erundina fala aquece seu coração. Disse que todo mês de janeiro, na PUC, tem o curso no CESEEP  e 500 pessoas estão lá e participam. Lembrou que Erundina, quando ministra não precisou da PM para administrar a greve. Alertou Dom Sergio, que a nossa igreja precisa reverberar mais o que o senhor pensa. Nas paróquias onde atuo não vejo as pessoas incentivando a participação em conselhos, reverberando a atuação dos leigos nos conselhos. Não se abre espaço nas paróquias para discutir os problemas concretos, que estão sendo vividos na periferia. Morreu um jovem na cidade, nenhum religioso compareceu, nenhuma paróquia e em nenhuma igreja evangélica falaram sobre aquela morte.

O Guilherme Delgado lembrou o papel educacional da igreja na construção das comunidades eclesiais de base e destacou o fosso que separa a formação religiosa dos padres da dos leigos, que, em geral, se limita ao catecismo infantil, faltando formação religiosa no ensino médio e superior.

A Cecília questionou por que os padres não divulgam as reformas que atingem a vida do povo, na linha dos compromissos que assume a CNBB?

Após essa intervenções, a Deputada Erundina se disse frustrada por não dispor de tempo para responder com profundidade todas as perguntas. Considera que esse aparente desinteresse da população brota do desalento, da falta de esperança. A gente perde a expectativa de que algo novo possa acontecer. Isso imobiliza! Por isso a ação política é uma ação coletiva para sair dessa situação. As pessoas precisam se sentir com condições de reagir aos ataques aos direitos que conquistamos ao longo de muitas décadas. A PEC que paralisa o investimento por 20 anos é a PEC DA MORTE. A desigualdade que existe hoje tende a piorar o fosso entre os mais ricos e os mais pobres.

O diálogo com os movimentos sociais que aconteceu recentemente, mostrou a necessidade da presença organizada. A presença das Pastorais Sociais nesses debates é fundamental. Não podemos ficar no clericalismo. É uma praga que atrapalha a vida da Igreja e os leigos devem ajudar nisso, com uma presença mais comunitária na divulgação, por exemplo, dos documentos da CNBB, para serem lidos nas paróquias.

As eleições do próximo ano devem ter como meta a renovação do Congresso. Por isso, peço para incluir na plataforma do Ano do Laicato um engajamento na melhoria da qualidade dos parlamentares nas eleições 2018. Não há outro caminho. O nosso regime hoje é semipresidencialista, pois a maioria das leis são medidas provisórias que são medidas do Poder Executivo. E a minoria sequer tem força para impedir votações contra os pobres. É a usurpação do direito. E o Judiciário também legisla por meio de súmulas. O Legislativo fica refém do Executivo e do Judiciário. Reforma do Sistema político – é uma reforma que precisa ser concretizada.

Vivemos uma crise profunda e demorada. Nosso esforço deve ser na organização de base, na formação, numa vida comunitária mais forte. Vamos utilizar a internet, mas não como substitutiva das lutas concretas…

O Dom Sergio considerou que a conversa é um exercício de escuta e que as questões ficam em aberto: A responsabilidade com ano eleitoral; O tema da participação dos Cristãos Leigos e Leigas; Formação política dos padres; a abordagem da realidade nas homilias; a atenção aos problemas locais.

O diálogo com os movimentos sociais que aconteceu recentemente, mostrou a necessidade da presença organizada. A presença das Pastorais Sociais nesses debates é fundamental. Mas, não podemos ficar no clericalismo. É uma praga que atrapalha a vida da Igreja e os leigos devem ajudar nisso, com uma presença mais comunitária na divulgação, por exemplo, dos documentos da CNBB, para serem lidos nas paróquias. A formação do clero e dos leigos é ainda insuficiente e precisa ser estudada, pois, muitas oportunidades de formação são fragmentadas.

O Dom Damasceno se disse muito feliz por participar do encontro a cada mês e valorizou o testemunho da deputada, que nesta idade, não perde os seus sonhos, motivada pela sua fé cristã. Peço que não deixem que nos roubem a esperança, que leva a compromisso no âmbito das bases, em nossas paróquias… temos que levar essa prática e ação na base de nossa Igreja.

Estimular e não abandonar aqueles que se elegem e não conseguem levar esses critérios humanos e cristãos na prática política.

O José Marcio, Presidente da CJP-DF, lembrou que devemos ser sal e fermento. Sal da terra e luz do mundo. Disse que a força do pequeno na massa é enorme. Lembrou que a Deputada queria ser médica, mas sua vocação foi social, para ser a voz do cristão na política. Ressaltou, finalmente, o papel do Dom Hélder na nossa Igreja.

Por Comissão Justiça e Paz

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