Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 é homenageada no Congresso Nacional – 15/02/2016

A Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 foi homenageada neste dia 15 de fevereiro, em Sessão Solene do Congresso Nacional, instalada a partir de requerimento conjunto encabeçado pelo Senador Cristovam Buarque (DF) e pelo Deputado Raul Jungmann (PE).

Instalada sob a presidência do Senador Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, a mesa de honra foi composta pelos dois parlamentares que subscreveram o requerimento, pelo Governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg, pelo Ministro do Desenvolvimento Agrário Patrus Ananias, pelo Arcebispo de Brasília e Presidente da CNBB Dom Sérgio da Rocha e pelo representante do CONIC (Conselho das Igrejas Cristãs do Brasil)  presbítero Daniel Gonçalves Amaral Filho, da Igreja Presbiteriana Unida.

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Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Brasília

Conforme a matéria divulgada pelo setor de comunicação do Senado Federal, “a preocupação com a epidemia de dengue e ao risco do aumento de casos de zika e chicungunha predominou nos discursos proferidos durante sessão solene do Congresso Nacional realizada nesta segunda-feira (15) no Plenário do Senado em homenagem à Campanha da Fraternidade de 2016, relacionada ao direito à saúde e ao saneamento básico”.

Esta precocupação mantêm sintonia com os objetivos da campanha deste ano, que tem como tema “Casa comum, nossa responsabilidade”. Promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em conjunto com o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (Conic), além da Igreja Católica, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Episcopal Anglicana, Igreja Presbiteriana Unida e a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia e com o apoio dos Bispos Católicos alemães, por meio da Entidade Misereor, a CF tem como preocupação mais ampla a relação entre saneamento e saúde, condição para o bem viver com dignidade e, portanto, como direito humano fundamental, para as pessoas, as comunidades e o planeta, nossa casa comum lembra o Papa Francisco na Encíclica Laudato Si’.

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Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Brasília

Para um auditório pleno, com parlamentares, religiosos, professores, representantes do clero e de movimentos, membros da Comissão Brasileira de Justiça e Paz e da Comissão Justiça e Paz de Brasília, que se incumbiram da mobilização prévia para a realização da Sessão, todos os pronunciamentos, valorizaram a escolha oportuna do tema e sua urgência social e política, para o enfrentamento fraterno aos múltiplos desafios que o tema comporta. Por isso os oradores ampliaram o alcance do sentido temático – para pensar o saneamento também sob o ângulo da ética e da política.

O Governador Rollemberg cuidou de associar às preocupações comuns, o relato de medidas que vem implementando para fazer frente a esse conjunto de problemas, desde os ligados ao combate aos agentes transmissores de doenças, até aqueles cuidados de mudança dos paradigmas de aceitação às condições insalubres de vivência social que mantêm os hábitos e o estado de pobreza. Incluiu entre essas medidas a de extinção do chamado “Lixão” da Vila Estrutural e à realização em 2018 de Brasília do importante Forum Mundial da Água.

A tônica do pronunciamento do Ministro Patrus, muito identificado com o magistério do Concílio Ecumênico do Vaticano II, foi no sentido de recuperar a origem cristã do reconhecimento da terra e da água como bem sociais, hoje ditos bens públicos, cujas formas de apropriação devem obedecer às funções sociais que realizam.

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Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Brasília

Dom Sérgio da Rocha lembrou as palavras do papa Francisco. O pontífice escreveu em mensagem por ocasião da abertura oficial da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2016 que “o acesso à água potável e ao esgotamento sanitário é condição necessária para a superação da injustiça social e para a erradicação da pobreza e da fome, para a superação dos altos índices de mortalidade infantil e de doenças evitáveis, e para a sustentabilidade ambiental”. E Dom Sérgio foi enfático, a falta de saneamento e a negligência em relação aos cuidados com a saúde que daí derivam, matam as pessoas. Em suas palavras: “A falta de saneamento básico destrói a casa comum, a família comum que habita essa casa, especialmente os mais pobres. A falta de saneamento básico mata”.

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Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Brasília

Encerrando as manifestações da mesa, o presbítero Daniel Gonçalves Amaral Filho, da Igreja Presbiteriana Unida, conclamou toda a sociedade a se unir pela campanha e mobilizar-se em torno de planos municipais de saneamento básico e da eliminação de focos de mosquitosaedes aegypti. Ele pediu ainda consciência no uso sustentável da água e dos recursos naturais.

Outros parlamentares se inscreveram para a homenagem: Senador Paulo Paim (RS), Senador Hélio José (DF), Senador Wellington Fagundes (MT) e o Deputado Chico Lopes (CE).

Por Comissão Justiça e Paz

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